De acordo com o site Wikipédia para se pensar no conceito de produção cultural necessitamos primeiramente distinguir o significado da palavra “produção”, ou seja, “coisa produzida naturalmente ou pelo trabalho”, “obra literária ou artística” ou “ato ou efeito de produzir”. Desta forma, a “produção cultural” pode fazer referencia a um conjunto de “coisas e/ou obras artísticas” realizadas por indivíduos, sozinhos ou em grupo, nem determinado espaço de tempo, num determinado espaço geográfico, ou remeter ao ato de “produzir cultura” ou “produzir uma ação cultural”. Entretanto, a existência da palavra “cultural” faz com que o termo “produção cultural” assuma contornos mais complexos. Se considerarmos que “produção cultural” pode ser “ produção de cultura”, tanto seu significado enquanto “coisa” quanto “ato de produzir” assumirão sentidos mais amplos do que apenas obras artísticas.
“Práticas de criatividade cultural também corroboram para a fundação das assim chamadas Indústrias Criativas, que buscam lucratividade da produção, distribuição e licenciamento. Uma componente das Indústrias Criativas consiste de atividade econômica diretamente relacionada ao mundo das artes – em particular das artes visuais, das artes cênicas, literatura e edição, fotografia, artesanato, bibliotecas, museus, galerias, arquivos, locais tombados pelo patrimônio histórico e festival de artes. A segunda componente consiste de mídia eletrônica e outras mídias recentes – notadamente transmissão de imagem, filme e televisão, música gravada e mídia digital e software. E uma terceira componente consiste das atividades relacionadas ao design, tais como arquitetura, design de interior e exterior, design de produto, design gráfico e de comunicação, além do design de moda.” NATIONAL ACADEMY OF SCIENCES DOS ESTADOS UNIDOS (2003)
Ainda segundo o site Wikipédia “Produção Cultural” também é a denominação que se utiliza no Brasil para cursos livres, técnicos, de graduação e pós que lecionam conhecimentos amplos ou específicos relacionadas à cultura, comunicação, internet, software, eventos, gestão cultural, arte e entretenimento. Por tratar-se de um setor/conhecimento novo, tanto no mundo quanto no Brasil não há um consenso a sua delimitação. Diferentes autores e universidades têm entendimentos distintos sobre quando se deve ou não utilizar o termo “produção cultural”. Por tratar-se de um conhecimento novo, tanto no mundo quanto no Brasil, não há um consenso quanto a sua delimitação. Diferentes autores e universidades têm entendimentos distintos sobre quando se deve ou não utilizar o termo "produção cultural". Como atividade profissional, a "produção cultural" é mais conhecida por ser uma atividade de planejamento, organização e execução de ações, eventos e projetos culturais. Mas profissionais com formação em produção cultural podem trabalhar em inúmeras atividades e em diversos setores. Exemplos de atividades de produção cultural: organização de shows, exposições de arte, montagens teatrais, espetáculos de dança, encontros literários, exibição de filmes, programas de TV, programas de rádio, planejamento de comunicação, criação e gestão de blogs, projetos que contemplem arquitetura, patrimônio, artes, antiquários, artesanato, design, moda, cinema, música, artes híbridas, artes performáticas e assessoria para carreiras artísticas. Campos de atuação da produção cultural: indústrias criativas, economia da cultura, entretenimento, lazer, eventos, artes, cultura e comunicação.
Segundo o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas), a produção, circulação e o consumo de bens e serviços culturais começaram a ser percebidos como um segmento de peso na economia mundial já no período pós-guerra. Mas foi apenas na década de 1970 que o interesse pelo setor cresceu. Na década de 1990 a cultura ganhou espaço nos órgãos internacionais de cooperação, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), OEA (Organização dos Estados Americanos), OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual) e a MERCOSUL (Mercado Comum do Sul), que passaram a incluir questões relacionadas à Economia da Cultura em seus escopos de ação. Em 1998, o comércio internacional de produtos e serviços culturais movimentou US$ 388 bilhões. O Banco Mundial estima que a Economia da Cultura responda 7% do PIB mundial (2003). A Economia da Cultura, ao lado do Conhecimento (ou da Informação), integra o que se já convencionou chamar de Economia Nova, dado que seu modo de produção e de circulação de bens e serviços, altamente impactados pelas novas tecnologias e baseado na criação e na produção intelectual, não se compara ao modelo da economia industrial clássica. O modelo da economia industrial tende a considerar o desenvolvimento como uma característica de setores com estrutura relativamente estável e douradora, já o modelo da Economia da Cultura tende a ser a inovação e as constantes mudanças com os aspectos a considerar em primeiro plano. As novas tecnologias (internet, celular, difusão digital – TV, cinema, fonogramas, obras literárias e acadêmicas) criaram novos produtos, novas formas de difusão, novos modelos de negócios e novas frotas de competição por mercado, tornando a Economia da Cultura um setor estratégico na pauta dos programas e modernização e desenvolvimento de muitos países. Os índices em diversos países apontam que a Economia da Cultura é um setor em forte crescimento. Criar mecanismos adequados de desenvolvimento e fomento dos setores da Economia Nova baseados em ativos intangíveis é um desafio na pauta mundial. Algumas características e potencialidades do setor: Produção não poluente; Inovação tecnológica; Fortemente vinculada ás características regionais e locais; Gera emprego e renda; Gera tributos – impostos, taxas e contribuições; Estimula novas qualificações profissionais; Alimenta a economia e outros setores produtivos; Valoriza tradições e histórias locais; Promove a inclusão social e o reforço da cidadania; promove a diversidade e o respeito.
Segundo Pedro Henrique França (2011) o setor cultural representa uma das três maiores indústrias do mundo e faz girar, anualmente, no Brasil cerca de R$ 380 bilhões, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de janeiro (FIRJAN). A pauta chegou ao Ministério da Cultura e é uma das prioridades da gestão, que criou uma pasta designada exclusivamente para o assunto.
BibliografiaOLIVIERI, Cristiane; NATALE, Edson. Guia Brasileiro de Produção Cultural 2010-2011. São Paulo. Edições SESC SP 2010.
FRANÇA, Pedro Henrique. Revista Continuum 30 – Revista Itaú Cultural. Disponível em <http://issuu.com/marinachevrand/docs/continuum-30>. Acesso em 10 de maio de 2011.
WIKIPEDIA. Produção Cultural. Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Produ%C3%A7%C3%A3o_cultural> Acesso em 09 de maio de 2011.
PRODUÇÃO CULTURAL. Portal na Internet. Produção Cultural no Brasil. Disponível em < http://www.producaocultural.org.br/ > Acesso em 09 de maio de 2011.
Por Allan Teixeira

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