domingo, 23 de setembro de 2012

O Setor Cultural no Brasil



De acordo com o site Wikipédia para se pensar no conceito de produção cultural necessitamos primeiramente distinguir o significado da palavra “produção”, ou seja, “coisa produzida naturalmente ou pelo trabalho”, “obra literária ou artística” ou “ato ou efeito de produzir”. Desta forma, a “produção cultural” pode fazer referencia a um conjunto de “coisas e/ou obras artísticas” realizadas por indivíduos, sozinhos ou em grupo, nem determinado espaço de tempo, num determinado espaço geográfico, ou remeter ao ato de “produzir cultura” ou “produzir uma ação cultural”. Entretanto, a existência da palavra “cultural” faz com que o termo “produção cultural” assuma contornos mais complexos. Se considerarmos que “produção cultural” pode ser “ produção de cultura”, tanto seu significado enquanto “coisa” quanto “ato de produzir” assumirão sentidos mais amplos do que apenas obras artísticas.
“Práticas de criatividade cultural também corroboram para a fundação das assim chamadas Indústrias Criativas, que buscam lucratividade da produção, distribuição e licenciamento. Uma componente das Indústrias Criativas consiste de atividade econômica diretamente relacionada ao mundo das artes – em particular das artes visuais, das artes cênicas, literatura e edição, fotografia, artesanato, bibliotecas, museus, galerias, arquivos, locais tombados pelo patrimônio histórico e festival de artes. A segunda componente consiste de mídia eletrônica e outras mídias recentes – notadamente transmissão de imagem, filme e televisão, música gravada e mídia digital e software. E uma terceira componente consiste das atividades relacionadas ao design, tais como arquitetura, design de interior e exterior, design de produto, design gráfico e de comunicação, além do design de moda.” NATIONAL ACADEMY OF SCIENCES DOS ESTADOS UNIDOS (2003)
Ainda segundo o site Wikipédia “Produção Cultural” também é a denominação que se utiliza no Brasil para cursos livres, técnicos, de graduação e pós que lecionam conhecimentos amplos ou específicos relacionadas à cultura, comunicação, internet, software, eventos, gestão cultural, arte e entretenimento. Por tratar-se de um setor/conhecimento novo, tanto no mundo quanto no Brasil não há um consenso a sua delimitação. Diferentes autores e universidades têm entendimentos distintos sobre quando se deve ou não utilizar o termo “produção cultural”. Por tratar-se de um conhecimento novo, tanto no mundo quanto no Brasil, não há um consenso quanto a sua delimitação. Diferentes autores e universidades têm entendimentos distintos sobre quando se deve ou não utilizar o termo "produção cultural". Como atividade profissional, a "produção cultural" é mais conhecida por ser uma atividade de planejamento, organização e execução de ações, eventos e projetos culturais. Mas profissionais com formação em produção cultural podem trabalhar em inúmeras atividades e em diversos setores. Exemplos de atividades de produção cultural: organização de shows, exposições de arte, montagens teatrais, espetáculos de dança, encontros literários, exibição de filmes, programas de TV, programas de rádio, planejamento de comunicação, criação e gestão de blogs, projetos que contemplem arquitetura, patrimônio, artes, antiquários, artesanato, design, moda, cinema, música, artes híbridas, artes performáticas e assessoria para carreiras artísticas. Campos de atuação da produção cultural: indústrias criativas, economia da cultura, entretenimento, lazer, eventos, artes, cultura e comunicação.
Segundo o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas), a produção, circulação e o consumo de bens e serviços culturais começaram a ser percebidos como um segmento de peso na economia mundial já no período pós-guerra. Mas foi apenas na década de 1970 que o interesse pelo setor cresceu. Na década de 1990 a cultura ganhou espaço nos órgãos internacionais de cooperação, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), OEA (Organização dos Estados Americanos), OMPI (Organização Mundial de Propriedade Intelectual) e a MERCOSUL (Mercado Comum do Sul), que passaram a incluir questões relacionadas à Economia da Cultura em seus escopos de ação. Em 1998, o comércio internacional de produtos e serviços culturais movimentou US$ 388 bilhões. O Banco Mundial estima que a Economia da Cultura responda 7% do PIB mundial (2003). A Economia da Cultura, ao lado do Conhecimento (ou da Informação), integra o que se já convencionou chamar de Economia Nova, dado que seu modo de produção e de circulação de bens e serviços, altamente impactados pelas novas tecnologias e baseado na criação e na produção intelectual, não se compara ao modelo da economia industrial clássica.  O modelo da economia industrial tende a considerar o desenvolvimento como uma característica de setores com estrutura relativamente estável e douradora, já o modelo da Economia da Cultura tende a ser a inovação e as constantes mudanças com os aspectos a considerar em primeiro plano. As novas tecnologias (internet, celular, difusão digital – TV, cinema, fonogramas, obras literárias e acadêmicas) criaram novos produtos, novas formas de difusão, novos modelos de negócios e novas frotas de competição por mercado, tornando a Economia da Cultura um setor estratégico na pauta dos programas e modernização  e desenvolvimento de muitos países. Os índices em diversos países apontam que a Economia da Cultura é um setor em forte crescimento. Criar mecanismos adequados de desenvolvimento e fomento dos setores da Economia Nova baseados em ativos intangíveis é um desafio na pauta mundial. Algumas características e potencialidades do setor: Produção não poluente; Inovação tecnológica; Fortemente vinculada ás características regionais e locais; Gera emprego e renda; Gera tributos – impostos, taxas e contribuições; Estimula novas qualificações profissionais; Alimenta a economia e outros setores produtivos; Valoriza tradições e histórias locais; Promove a inclusão social e o reforço da cidadania; promove a diversidade e o respeito.
Segundo Pedro Henrique França (2011) o setor cultural representa uma das três maiores indústrias do mundo e faz girar, anualmente, no Brasil cerca de R$ 380 bilhões, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de janeiro (FIRJAN). A pauta chegou ao Ministério da Cultura e é uma das prioridades da gestão, que criou uma pasta designada exclusivamente para o assunto.
Bibliografia
OLIVIERI, Cristiane; NATALE, Edson. Guia Brasileiro de Produção Cultural 2010-2011. São Paulo. Edições SESC SP 2010.
FRANÇA, Pedro Henrique. Revista Continuum 30 – Revista Itaú Cultural. Disponível em <http://issuu.com/marinachevrand/docs/continuum-30>. Acesso em 10 de maio de 2011.
WIKIPEDIA. Produção Cultural. Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Produ%C3%A7%C3%A3o_cultural> Acesso em 09 de maio de 2011.
PRODUÇÃO CULTURAL. Portal na Internet. Produção Cultural no Brasil. Disponível em < http://www.producaocultural.org.br/ > Acesso em 09 de maio de 2011.

Por Allan Teixeira

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica (1955), de Walter Benjamim.




       
       Walter Benjamin inicia a discussão com a análise do modo de produção capitalista empreendida por Marx, na qual remontou as relações fundamentais e, ao descrevê-las, previu o futuro do capitalismo, concluindo sobre a exploração crescente do proletariado e das condições para a sua própria supressão. Indica de que forma que isso se deu, na qual estas indicações comportam alguns prognósticos, embora não se refere a teses sobre a arte do proletariado depois da tomada do poder, e muito menos da sociedade sem classes, e sim das tendências evolutivas da arte, nas atuais condições produtivas, sendo que esta dialética não é menos visível na superestrutura que na economia, e que seria, falso subestimar o valor dessas teses para o combate político, colocando de lado numerosos conceitos tradicionais - como a criatividade e gênio, validade eterna e estilo, forma e conteúdo - cuja aplicação incontrolada, e no momento dificilmente controlável, conduz à elaboração dos dados num sentido fascista.
            Com o surgimento de um novo processo, a reprodução técnica, das obras de arte, em que cita alguns avanços ocorridos: Com a xilogravura, o desenho tornou-se pela primeira vez tecnicamente reprodutível, muito antes que a imprensa prestasse o mesmo serviço para a palavra escrita. Em seguida no inicio do século XIX, surge à litografia, que distingue a transcrição do desenho numa pedra de sua incisão sobre um bloco de madeira ou uma prancha de cobre, permitido às artes gráficas pela primeira vez a colocação no mercado de suas produções não somente em massa, como já acontecia antes, mas também sob a forma de criações sempre novas.  Ainda nos primórdios da litografia surge a fotografia, que pela primeira vez no processo de reprodução da imagem, a mão foi liberada das responsabilidades artísticas mais importantes, que agora cabiam unicamente ao olho. Além disso, o processo de reprodução das imagens experimentou tal aceleração que começou a situar-se no mesmo nível que a palavra oral.
Walter Benjamin aponta para algumas questões sobre a autenticidade, o valor de culto e a unicidade na obra de arte (o seu aqui e o agora), pois enquanto o autentico preserva toda a sua autoridade com relação à reprodução manual, em geral considerada uma falsificação, o mesmo não ocorre no que diz respeito à reprodução técnica, e isso por duas razões. Em primeiro lugar relativamente ao original, reprodução técnica tem mais autonomia que a reprodução manual. Em segundo lugar, a reprodução técnica pode colocar a cópia do original em situações impossíveis para o próprio original.

Embora esse fenômeno não seja exclusivo da obra de arte, podendo em um núcleo especialmente sensível que não existe num objeto da natureza: sua autenticidade. A autenticidade de uma coisa é a quintessência de tudo o que foi transmitido pela tradição, a partir de sua origem, desde sua duração material até o seu testemunho histórico. Como este depende da materialidade da obra quando ela se esquiva do homem através da reprodução, também o testemunho se perde.

Desta maneira, a obra de arte é atingida em sua aura e esse processo como sintonia ultrapassa o domínio das artes, em que a reprodutibilidade, com a retomada do sempre idêntico, contribui diretamente para a destruição do caráter único da autenticidade e da tradição.

Retirar o objeto do seu invólucro, destruir sua aura, é a característica de uma forma de percepção cuja capacidade de captar “o semelhante no mundo” é tão aguda, que graças à reprodução ela consegue capta-lo até no fenômeno único. Assim se manifesta na esfera sensorial a tendência que na esfera teórica explica a importância crescente da estatística. Orientar a realidade em função das massas e as massas em função da realidade é m processo imenso alcance, tanto para o pensamento como para a intuição.

Sobre o Ritual e política, a unicidade da obra de arte é idêntica à sua inserção no contexto da tradição. Sem dúvida, essa tradição é algo vivo extraordinariamente variável. O valor único da obra de arte “autentica” tem sempre um fundamento teológico por mais remoto que seja: ele pode ser reconhecido, com ritual secularizado, mesmo nas formas mais profanas do culto do Belo.
No entanto, Benjamim trabalha com imagens dialéticas (lógicas), ao mesmo tempo em que olha para o cinema como uma experiência coletiva, co m suas consequências sociais e políticas, também o entende diante da modernidade capitalista em que essa experiência dá lugar a massificação, na qual se instaura um declínio da aura, que resulta de duas circunstâncias, ambas em relação com o crescente papel da cultura de massa atualmente. Sendo que esse declínio ocorre na modernidade por causa do desaparecimento das atividades favoráveis. Ao refletir a respeito da destruição da aura, podemos notar a inexistência do pessimismo característico dos frankfurdianos. Ao contrario, ele analisa a perda da aura pelos aspectos positivos e negativos, definindo como “única aparição de uma realidade longínqua, por mais próxima que ela possa estar”, na qual o valor da unicidade se baseia no ritual que originalmente foi dado, seu papel desempenhado pelo conceito é ambíguo: com a secularização da arte, torna-se substituto do valor cultural, fazendo assim, surgiu um novo fato: a emancipação da obra de arte da existência parasitária que lhe era imposta por sua função ritual, e a partir disso, o critério da autenticidade não mais se aplica a produção artística, e toda a função artística é subvertida, não sendo apenas uma ritual, mais de uma outra forma, a política.
Com a emancipação das obras de arte, o acesso a elas são maiores, o que afeta também a qualidade da própria natureza da arte, pois seu valor expositivo lhe empresta funções novas de maneira que a função artística apareça acessória.
Em relação às polêmicas, em curso no século XiX, entre pintores e fotógrafos, no que diz respeito aos valores respectivos das suas obras,  existente também no cinema e no teatro. Na qual no teatro, o ator apresenta diante do público sua própria atuação artística (nota-se a aparição única de algo distante, ou seja, a aura), já no cinema o ator exige a mediação de todo um mecanismo (existe no cinema, a restrição do papel da aura e a construção artificial da personalidade do ator, ou seja, o culto da “estrela” a favor do capitalismo dos produtores).
A partir do século XIX, houve a diminuição da significação social da arte, vendo aí um distanciamento entre o espírito critico e a fruição da obra. Sintoma de uma crise, em que se frui sem criticar aquilo que é convencional e o verdadeiramente novo é criticado com repugnância. Graças ao cinema, pode-se reconhecer a identidade entre o artístico da fotografia e o cientifico, até então divergentes.
Uma das tarefas da arte, na modernidade, constitui na demanda de um tempo ainda não maduro para satisfazer a plenitude, ou seja, a cada nova exigência radical, abre-se o caminho para futuro, ultrapassando seus propósitos. No caso dos dadaístas, davam pouca importância mercantil as obras e despojavam de maneira radical qualquer aura, pois impregnavam a reprodução.
A proletarização crescente do homem contemporâneo ou moderno, e as progressivas importâncias das massas que são aspectos de um mesmo processo histórico. O fascismo teve como pretensão organizar as massas sem alterar o regime de propriedade, propostas que estas tende a rejeitar, pois tem o direito de exigir transformações, permitindo a expressão, porém sem mudanças, resultando numa estetização da vida política.

CONCLUSÃO E CRITICA
Para mim, este reflexão de Walter Benjamim, é muito rico e atual, pois nos remete a diversas interpretações e nos aproxima de suas visões sobre uma teoria materialista da arte e a discussão da cultura de massa no sistema capitalista. E quando se fala na perda da autenticidade, dos valores e outros aspectos, vejo que de certa maneira a democratização o acesso da cultura de massa pode atrapalhar o desenvolvimento da sociedade, pois ficaria restrito somente na cultura da reprodução (massa), no que diz respeito, a apreciação da arte, pois muitas vezes ela pode ser desvaloriza por conta de outras formas e meios de acesso, de outro lado acho importante que toda a sociedade tenha o direito ter este acesso para a ampliação de se repertório, mais que o mesmo aprecie obras que tenham autenticidade e unicidade, bem como as existentes por conta de sua reprodução, pois talvez não teríamos o acesso ao conhecimento. 

domingo, 16 de setembro de 2012

Mensagem!


Reflexão sobre a importância da Publicidade e Propaganda na sociedade de consumo


A publicidade influencia nosso comportamento por estar presente diariamente em nossas vidas, mexendo com nosso lado emocional – tentando despertar emoções positivas e nos motivando à compra – e racional estando relacionada com os interesses particulares de cada pessoa – afirmando os benefícios de determinado produto ou serviço.
   
Buscando chamar a atenção por suas tendências inovadoras a todo o momento,  a publicidade desperta sensações como inveja, medo, desejo, poder, autorrealização, reconhecimento, status, aceitação social, que estimulam o público por meio de suas mensagens e argumentos persuasivos. 

A publicidade e a propaganda têm como função despertar desejo de algo nas pessoas e na sociedade, a admiração e o desejo de obter determinado produto ou serviço, a necessidade pelo novo. Por isso, se modifica com frequência, ultrapassando limites e idéias, sem um único pensamento.

Um dos meios que a publicidade utiliza para influenciar a vida das pessoas e a sociedade consumista são as redes e mídias sociais, com diversas estratégias para atrair os consumidores por meio da rapidez das mensagens.

Um exemplo a ser citado de atuação e influência em mídias sociais é a propaganda online da “Nissan – pôneis malditos” totalmente diferenciada da campanha de TV, com um tempo de vídeo mais longo e com uma estratégia usada no final dizendo que o internauta irá ficar com a música na cabeça a vida toda sofrendo a maldição do pônei; estimulando a disseminação da campanha e, posteriormente, a compra do veículo. Por conta dessas mídias e tecnologias diversas, novos pensamentos vão se modificando e se expandindo.

Nesta área de expansão, em um mundo que se modifica a cada dia, um publicitário deve ter um pensamento sempre além, adiante, se atualizando e criando novas tendências que chamem a atenção do seu público consumidor, para novas conquistas.

Enfim, a publicidade e a propaganda são importantes para a sociedade, pois são elas que movem o consumo, despertando e estimulando o desejo e fazendo com que as pessoas reflitam e se atualizem sobre as novas tendências de mercado, por meio de seus argumentos, persuasão, propagandas diferenciadas e muito bem produzidas, mexendo com o racional e o emocional de cada pessoa.



Agência Criativa
Alunos Publicidade e Propaganda – 1º semestre